Sonhos à parte, vamos ao que interessa. Não preciso nem dizer que o celular da Apple é o desejo de 9,5 entre 10 pessoas mais ligadas em gadgets e tecnologia. Mas será que ele é tudo isso? Realmente será que ele é tudo o que nós pensamos que ele seja?
Primeiro vamos analizar a história. Ao que me parece a história se repete. Alguém lembra do Apple Macintosh que 1984 revolucionou a era computacional? Hoje não tem nada de mais alguns ícones, mouse e algumas ajudas gráficas. Mas para a época, onde apenas se tinha telas de fósforo verde. Então o sonho da época era uma Maçã, mais ou menos como ocorre hoje, todos queriam um Apple, todos querem um Iphone.
Eis que então surge do inimaginário em OS, e não hardware, “capaz de transformar qualquer micro, de qualquer fabricante, numa máquina tão sexy quanto o aparelho da Apple” - Alexandre Versignassi, Super Interessante, agosto de 2008. Tratava-se do Windows, que monopolizou a indústria do software e hoje brigamos pela liberdade (eu uso Ubuntu).
Parece que a história se repete, não com a Microsoft com o Windows Mobile, ou com a Nokia e o Symbian, mas com o Android da Google, ou melhor da Open Handset Alliance. Calma eu explico.
Um OS livre para telefones móveis, onde todos podem pegar o sdk, desenvolver e distribuir aplicações, contribuir com o projeto, tudo ao melhor estilo linux/gnu. Para se ter uma idéia, ainda não existe nenhum telefone comercial com Android e já tem 1 700 sugestões de aplicações para ele, sem falar nos 10 milhões de dólares que o Google separou para estimular os “programadores”. Coloquei programadores entre aspas porque para a Google não importa se o programador é uma multinacional de software ou um carinha de 10 anos no seu quarto. O que importa é a qualidade e funcionalidade do software.
Para a Apple as coisas são diferentes, o sdk demorou pra sair, e quando veio, foi cheio de restrições. Não é permitido aplicações que funcionem ligados sem interrupção, como um instant messenger ou um aplicativo de voz sobre IP. Até faz sentido, senão você compra um Iphone, instala um skype, conecta no wii-fii do escritório e nunca mais usa a rede da operadora. Seria bom, decerto assim não cobrariam tarifas tão exorbitantes.
Depois de tudo isso, acho que daqui alguns dias vou escrever um artigo com uma frase assim:
“Android, capaz de transformar qualquer celular, de qualquer fabricante, numa máquina tão sexy quanto o Iphone da Apple”.
E agora mais uma coisa que está fazendo eu mudar de idéia. Para a Apple o Brasil é pior que o Paraguai. Li este artigo no site da Info, e concordo com ele. E mais um ponto para o Android, eu li em algum lugar, não achei aonde, que a HTC, fabricante que já homologou um modelo de celular com o Android nos EUA e pretende iniciar as vendas em Outubro para o Natal americano, já pensa em trazer o modelo para o Brasil. O que a Apple demorou mais de ano, o Google e a HTC devem fazer em meses.
Mãnhêêê, eu quero um celular com touch e android de natal.



agosto 25th, 2008 at 12:13
Ahh o Google… sempre revolucionando o mundo da tecnologia. Só o futuro dirá se isto é bom ou ruim
“don’t be evil” ?
Confesso que também estou ansioso pelo android. Ele promete, como a maioria dos serviços “G”, revolucionar. Quer dizer que o Iphone não revolucionou? claro que sim, porém a revolução da apple é para poucos, ao contrário da proporcionada pelo Google. Esta é a chave do negócio.
Parabéns pelo artigo…
agosto 31st, 2008 at 15:11
Não uso o iPhone, mas tenho o touch (comprado recentemente) e acredito que a Google vai poder sim fazer algo superior ao OS do iPhone.
Eu quero um celular com Android também.